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Análise da Regressão do Feminicídio no Brasil – Perspectivas para 2026

Governance
Quantitative
Regression
Policy Implementation
Waldir Dias Filho
Universidade Federal de São João del Rei
Waldir Dias Filho
Universidade Federal de São João del Rei
Luis Flavio Sapori
Pontifical Catholic University of Minas Gerais

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Abstract

Este paper faz uma análise estatística do feminicídio no Brasil com o objetivo de conhecer o comportamento, a forma e as perspectivas de sua evolução. Considerado o estágio final do chamado Ciclo de Violência, o número de mortes por feminicídio (NFEM) é dado fundamental na abordagem estatística do fenômeno. Buscar-se-á um modelo de regressão que forneça resultados para o planejamento de Políticas afirmativas de governo. Pretende-se também contribuir para a construção de ações sociais e mecanismos de resistência popular que se opõem ao conservadorismo de extrema direita e à misoginia estrutural presente no trato social. O conjunto de pares ordenados (ANO, NFEM) representa a série de feminicídios nas datas observadas. A fonte é o Fórum Brasileiro de Segurança Pública – uma organização “referência” de estudos sobre violência contra a mulher em sua dimensão estatística e sociológica. S = { (2017,1046); (2018, 1225); (2019, 1330); (2020; 1354); (2021,1337); (2022, 1410); (2023, 1438); (2024, 1450) } O diagrama de dispersão dos Anos x NFEM mostra que o NFEM sobe até alcançar o valor mais alto da série em 2024. O NFEM cresce ano a ano, mas com acréscimos cada vez menores. A geometria da curva inibe a ocorrência de um NFEM para além dessa região de máximo. As taxas anuais de variação decrescem, majoritariamente, no período de 2017 a 2024 e projetam para 2025 uma taxa de variação próxima de zero, cujo significado é ausência de variação ou possível estabilização do NFEM. A previsão do número de feminicídios para 2025, obtida pela equação da curva polinomial é NFEM = 1396. É razoável supor que o fenômeno feminicídio não seja linear pois o NFEM cresce com o tempo, mas não de forma linear. A escolha do modelo de regressão deve respeitar a natureza dos dados e os pressupostos teóricos de utilização. Modelos de Regressão bem ajustados ao fenômeno produzem estimativas e projeções de maior qualidade. A aplicação de Testes de hipóteses resulta, com base em evidência estatística, na decisão de rejeitar ou aceitar a hipótese de estabilização do feminicídio, expressão máxima da violência contra a mulher.