ECPR

Install the app

Install this application on your home screen for quick and easy access when you’re on the go.

Just tap Share then “Add to Home Screen”

Avanços legais, limites interseccionais: análise das eleições municipais de 2024

Elections
Gender
Institutions
Latin America
Political Leadership
Political Parties
Representation
Vanilda Souza Chaves
University of São Paulo
Vanilda Souza Chaves
University of São Paulo
MAYRA DA SILVA
Federal University of Rio de Janeiro
Giulia Gouveia
Rural Federal University of Rio de Janeiro

To access full paper downloads, participants are encouraged to install the official Event App, available on the App Store.


Abstract

O artigo analisa as políticas afirmativas de gênero e raça na representação política de mulheres nas eleições municipais brasileiras de 2024, investigando se as mudanças nas regras de cotas e financiamento eleitoral têm efetivamente contribuído para reduzir desigualdades estruturais. A pesquisa parte da hipótese de que, apesar dos avanços normativos, as reformas permanecem insuficientes para garantir igualdade substantiva de competição, devido à persistência de barreiras partidárias, desigualdade no acesso a recursos e práticas informais de exclusão. Combinando métodos quantitativos e qualitativos, o estudo examina dados do Tribunal Superior Eleitoral (2014–2024), resoluções legislativas e perfis das vereadoras mais votadas no Rio de Janeiro. Além da análise documental e estatística, a pesquisa inclui entrevistas semiestruturadas com candidatas e mulheres eleitas no município em 2024, buscando compreender seus percursos no processo eleitoral - especialmente no que se refere ao recrutamento partidário, acesso a recursos de campanha e experiências de violência política. Com isso, busca-se compreender de que forma essas barreiras interferem nas experiências de campanha de mulheres, especialmente negras. Os resultados indicam que o aumento da representação descritiva não se traduz necessariamente em maior diversidade substantiva, já que a maioria das mulheres eleitas se concentra em partidos de direita e reproduz agendas conservadoras. Conclui-se que o sistema eleitoral brasileiro ainda reproduz desigualdades de gênero e raça, e que a efetividade das ações afirmativas depende de sua articulação com transformações mais amplas nas práticas partidárias e na cultura política.